O erro mais caro do mercado de CX

O paradoxo da tecnologia

Nos últimos anos, empresas de todos os tamanhos aceleraram a adoção de tecnologias para melhorar o atendimento ao cliente. Plataformas omnichannel, chatbots, CRM, inteligência artificial, as opções são infinitas, mas há um problema crescente por trás dessa corrida digital: muitas empresas estão comprando tecnologia sem estratégia.

Elas investem em múltiplas ferramentas, mas operam de forma fragmentada, com dados isolados, fluxos desconexos e equipes sobrecarregadas. O resultado?

Mais custos, menos eficiência e uma experiência do cliente cada vez mais inconsistente.

Quando a tecnologia vira obstáculo, não solução

Adotar tecnologia sem planejamento é como montar um quebra-cabeça com peças de diferentes jogos: nada se encaixa.

Os sinais desse problema são claros e fáceis de identificar:

  • Cada canal (WhatsApp, e-mail, telefone, chat) funciona isolado, sem compartilhamento de informações.
  • Agentes precisam alternar entre várias telas para resolver um único atendimento.
  • Dados de desempenho chegam tarde ou são incompletos.
  • Clientes precisam repetir informações a cada contato.

Esses sintomas mostram que a tecnologia foi aplicada sem orquestração. Em vez de facilitar, ela cria complexidade e ineficiência, o que se traduz em mais custos e clientes frustrados.

Segundo dados da Gartner, até 65% das empresas usam menos de 50% da capacidade das ferramentas que contratam, ou seja, a maioria paga por tecnologia que não entrega o valor prometido.

O erro não está na ferramenta

O problema não é o software, é a forma como ele é implementado e conectado à operação.

Sem um diagnóstico claro, sem objetivos definidos e sem uma visão integrada, qualquer tecnologia vira apenas mais um custo fixo.

Uma estratégia de Customer Experience (CX) eficiente começa com uma pergunta simples: “O que estamos tentando resolver com essa tecnologia?”

A resposta é o que define todo o resto,  os fluxos, a arquitetura de dados, o treinamento de equipes e os indicadores de sucesso, sem isso, até a melhor ferramenta se perde no caos operacional.

A importância da orquestração inteligente

É aqui que entra o papel da orquestração, conectar tecnologias, canais e dados para que tudo funcione como uma só estrutura.

Na Wittel, isso acontece por meio da metodologia SmartCX, que atua como uma camada de inteligência sobre o ecossistema de atendimento, em vez de substituir ferramentas, o SmartCX integra o que já existe, define prioridades, automatiza fluxos e transforma dados em decisões.

A metodologia segue quatro pilares interligados:

  1. Diagnóstico: entender o cenário atual e identificar gargalos e redundâncias.
  2. Planejamento: escolher as tecnologias certas e desenhar uma arquitetura integrada.
  3. Implementação: configurar, integrar e treinar equipes para extrair o máximo das soluções.
  4. Evolução contínua: acompanhar indicadores e ajustar a operação conforme os resultados.

Com o apoio dos CXperts, essa orquestração garante que cada investimento tecnológico gere valor mensurável,  seja na redução de TMA, no aumento do NPS ou na economia operacional.

Imagem blog 2 O erro mais caro do mercado de CX

Os custos invisíveis da falta de integração

Implementar tecnologia sem estratégia tem um custo que não aparece na planilha, mas pesa no resultado. Entre os impactos mais comuns estão:

  • Retrabalho: informações duplicadas ou perdidas em sistemas diferentes.
  • Baixa produtividade: agentes gastando tempo alternando telas.
  • Erros e falhas: falta de padronização e visibilidade.
  • Clientes insatisfeitos: experiências fragmentadas e repetitivas.
  • Custos crescentes: cada nova ferramenta adiciona complexidade, não eficiência.

Esses custos “invisíveis” corroem a margem do negócio e travam o crescimento, empresas que fazem a orquestração correta reduzem até 30% dos custos operacionais e aumentam em 25% a produtividade da equipe, sem trocar de plataforma, apenas integrando o que já têm.

Como transformar tecnologia em vantagem competitiva

A transformação digital real não acontece quando uma nova ferramenta é instalada, mas quando ela é usada de forma inteligente. A chave está em três princípios:

  1. Integração total: sistemas e canais precisam conversar entre si.
  2. Visão unificada: dados centralizados e visíveis em tempo real.
  3. Gestão inteligente: decisões baseadas em métricas e não em percepções.

Empresas que seguem esse modelo conseguem não apenas melhorar o atendimento, mas também prever demandas, otimizar recursos e aumentar a satisfação do cliente.

A tecnologia sozinha não garante uma boa experiência, estratégia garante, o mercado já percebeu que o verdadeiro diferencial não está em ter mais ferramentas, mas em usar as certas, da forma certa.

Com a orquestração do SmartCX e o apoio dos CXperts, empresas de qualquer porte conseguem transformar o caos tecnológico em uma operação fluida, eficiente e centrada no cliente.

No fim, o erro mais caro do CX é tratar tecnologia como solução isolada quando, na verdade, ela é só o começo de uma estratégia bem orquestrada.

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